sexta-feira, 1 de junho de 2012

A pobreza deve ser motivo de vergonha para o cristão? Com a palavra o Bispo J. C. Ryle


Observemos a circunstância em que Jesus nasceu. Não nasceu sob o teto da casa de sua mãe, e sim num lugar estranho e numa manjedoura. Quando Ele nasceu, não foi colocado em um berço cuidadosamente preparado. Maria O deitou na manjedoura, porque “não havia lugar para eles na hospedaria”. Aqui vemos a graça e a condescendência de Jesus. Se tivesse vindo salvar este mundo em majestade real, rodeado pelos anjos do seu Pai, isso já teria sido um ato incrível de misericórdia. Se tivesse decidido morar num palácio, com poder e autoridade, já teríamos razão suficiente para ficarmos maravilhados. Mas, fazer-se pobre como os mais pobres seres humanos, e simples como os mais simples, isso é amor que transcende a nossa compreensão. Que nunca esqueçamos de que, por meio da sua humilhação, Jesus adquiriu para nós um título de glória. Por meio da sua vida de sofrimento, bem como da sua morte, Ele conquistou para nós uma redenção eterna. Durante toda a sua vida, foi pobre por amor a nós, desde o momento do seu nascimento até à morte. E por sua pobreza somos feitos ricos (2 Co 8.9)

Estejamos alerta, não desprezando os pobres por causa da sua pobreza. Sua condição santificada pelo filho de Deus, que a honrou, ao assumi-la voluntariamente. Deus não faz acepções de pessoas. Ele olha para o coração e não para o bolso. Que nunca nos envergonhemos da nossa pobreza, se Deus a considera a coisa certa para nós. Ser ímpio e ganancioso é mau; mas não há mau nenhum em ser pobre. Uma casa simples, comida simples e cama dura não são agradáveis à carne e ao sangue. Mas são a porção que o Senhor Jesus voluntariamente aceitou desde o dia da sua entrada nesse mundo. A riqueza leva muito mais almas ao inferno do que a pobreza. Quando o amor ao dinheiro começar a manifestar-se em nós, pensemos na manjedoura de Belém e nAquele que nela foi posto. Tal pensamento poderá livrar-nos de muitos males!

RYLE, Jonh Charles. In: Meditações no Evangelho de Lucas Traduzido por Editora Fiel.  São José dos Campos, São Paulo: Editora Fiel, 2011. Comentário de Lucas 2, versículo s de 1 a 7, pp. 31.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

A Verdadeira Luz do Mundo


Luz. O que seria do mundo sem luz? Viveríamos todos em um breu total, cegos diante do nada. Tropeçando, caindo, sem reconhecer, sem distinguir, sem enxergar.  Talvez nunca saibamos o que é a escuridão completa porque, nem a noite, possui escuridão total.

No mundo encontramos vários tipos de luzes: há aquela luz fraquinha do abajur ao lado da cama, que acompanha o nosso sono; há a iluminação pública que serve a todos os cidadãos; temos as luzes multicoloridas dos refletores que animam festas e eventos; há a luz das estrelas, luz que irradia o poder do Pai, que ilumina o céu, tornando-o mais belo, menos escuro.

E, apesar de tão importantes para tornar possível a nossa produtividade e a nossa vida noturna, todas as luzes citadas estão fadadas a apagar-se. Um dia terão que ser trocadas ou, até, dispensadas de sua utilidade.

Como viver, então, num mundo sem luz? Que triste sina seria viver tateando nas sombras! Mas, Deus nos dá uma boa nova. Uma certeza de que nunca viveremos nas trevas. Certeza essa que nos é assegurada pela afirmativa: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida” (João 8:12). Jesus nos assegura uma seara contínua na luz e essa é uma luz que não se apaga. Um raio que está a nos guiar e não nos abandona. Não nos deixa cair. Não desvanece jamais, mesmo quando nossos pés estão demasiadamente feridos para continuar a jornada, a luz de Deus nos inspira a prosseguir. Pois uma vida que é guiada pela luz de Deus, é uma vida plena. E não só isso, uma vida eterna.

Deus nos dá uma vida nova, assim que morremos para a vida terrena, e nos guia por ela, sendo Ele a nossa bússola, o nosso discernimento e a nossa orientação de como caminhar: “Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo” (João 11:9). Nesse sentido, passamos a ser também uma centelha dessa luz.

E essa luz não pode ficar dentro de nós, a Luz não deve ser retida a uma pessoa só. Ela deve ser como a luz do sol: aquecer a todos. E nós, somos os responsáveis por isso, por tornar essa luz conhecida, por clarear as trevas do mundo, por retirar muitas vidas da escuridão, seja através de nossas palavras, dos nossos atos e até falando da Palavra de Deus.

E como fazer isso? Deixando a Luz ao alcance de todos: “E ninguém, acendendo uma candeia, a cobre com algum vaso, ou a põe debaixo da cama; mas põe-na no velador, para que os que entram vejam a luz. E ninguém, acendendo uma candeia, a cobre com algum vaso, ou a põe debaixo da cama; mas põe-na no velador, para que os que entram vejam a luz.” (Lucas 8:16).

Devemos espalhar essa Luz, ser portadores e reprodutores Dela aos nossos irmãos, pois essa fagulha da luz de Deus, em nós, não deve ser escondida. Ao contrário, ela deve ser ressaltada diante dos homens, como nos orienta Jesus “Resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus”(Mateus 5:16). 

Que possamos receber essa Luz em nós e que possamos fazê-la brilhar em nós.
               
Andrea Grace
@andreagrace_

segunda-feira, 28 de maio de 2012

UMP Indica: Ouse Ser Firme (Stuart Olyott)


Diretor do movimento pastoral do país de Gales, o Pr. Stuart Olyott, tem a incrível habilidade de tratar de temas densos, com leveza e humor. É por isso que este livro, que é na verdade um comentário do livro da bíblia DANIEL, não se torna maçante e excessivamente teórico como alguns outros comentários. Na verdade, apesar de ser um valoroso auxilio para os que preparam sermões, também é uma leitura fácil e proveitosa para todos, pela linguagem clara, suave e com aplicações muito pastorais.

Cada capítulo é o comentário de um capítulo respectivo do livro do profeta Daniel, e sempre com aplicações bem práticas, bastantes edificantes e claras. Nestas páginas, aprendemos mais sobre o maravilhoso livro do antigo testamento que tem tanto a nos ensinar. A tônica do livro e dos comentários gira em torno da necessidade de sermos firmes, fieis a Deus, confiantes em seu poder e misericórdia, ainda que estejamos na “babilônia”.

Além disso, importa destacar, que a até mesmo para as profecias de Daniel, cuja interpretação gera diversas controversas e teorias das mais variadas, o autor, de forma peculiar também apresenta sua visão, com clareza e simplicidade, sempre recorrendo aos fatos históricos para comprovar sua teoria a respeito das interpretações. Você pode até discordar delas, principalmente se não for um amilenista como Stuart, mas certamente irá concordar que as argumentações são bem fundadas, e acima de tudo didáticas, além de guardar imensas relações com a temática central do livro de Daniel, a perseverança em Deus.

Para todos que desejam aprofundar-se no livro Daniel, e serem edificados com a palavra de Deus de forma clara, simples e objetiva, esta é uma indicação certeira!


Rodrigo Ribeiro
@rodrigolgd

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Qual a importância do testemunho na vida do crente? Com a palavra, Rev. Ashbel Green Simonton


A boa e santa vida de todo crente é a mais eficaz pregação do evangelho. Na falta desta pregação, os demais meios empregados não hão de ser bem-sucedidos. Toda pregação feita por palavras, quer pronunciadas de púlpito quer impressas em uma folha ou livro, pode ser rebatida por outras palavras. Mas uma vida santa não tem réplica. A experiência de todos os tempos prova que o progresso do evangelho depende especialmente da conduta e da vida dos que são professos[1].

Declaração feita ao Presbitério do Rio de Janeiro  em julho de 1867, pelo americano de 34 anos Ashbel Green Simonton, missionário pioneiro da Igreja Presbiteriana do Brasil.


[1] SIMONTON, A.G. Ashbel Green Simonton – Diário, 1852-1867. São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1982. p. 209.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Desprezo à Verdade




O propósito do livro escrito pelo profeta Oseías, segundo a Bíblia de Estudo de Genebra (2009), era

“mostrar que o tumulto no Reino do Norte era o justo julgamento divino que havia levado ao exílio e garantir ao povo de Deus que uma grande restauração aconteceria após esse período”

A queixa de Deus contra Efraim era enfática, porém não era uma prova insignificante da bondade dEle em repreender seu povo, mas sim grande evidência da disposição do seu caráter gracioso e em contraste com sua imensa glória e majestade, a vontade do Pai com este “tumulto” tinha um propósito específico.
Deus observa a todos de forma pessoal, não existe uma pessoa alguma que não esteja sob os olhos dele. Somos conhecidos por ele como nem nós mesmos nos conhecemos. Ele conhece nossa miséria, mas segundo a sua vontade, não nos deixa jogados a míngua nem cada vez mais submergidos na lama dos nossos erros. O intuito da observação de Deus em relação a nossos pecados é na verdade para nos confrontar e fazer-nos enxergar, pela ação sobrenatural do Espírito Santo, nosso estado de pecado, da justiça pelos e do juízo por esses pecados. E é nesse contexto que Deus mostra ao seu povo um grande pecado: Negligencia à Bíblia.
O autor das Escrituras, o escritor do volume chamado Bíblia é o próprio Deus vivo. As letras, as palavra e frases foram obra dEle, embora tenha usado muitos para transcrever a Bíblia, Ele se revela nos seus próprios escritos. Ele é o sentido dos escritos como também sua consumação. Como claramente vemos Deus como autor da Bíblia, também devemos lembrar que ela fala no tom de voz do próprio Deus e não no tom de voz do homem. Que homem poderia falar em justiça por si mesmo ou sobre moralidade? A resposta é nenhum! A Bíblia é claramente de autoria de alguém que está em um nível dos quais os outros níveis se derivam e assim sendo, são inferiores.
Não existe possibilidade de se entender o que Deus quer de nós se não buscamos conhecer como Ele é (ou pelo menos, a parte revelada). Isso só é possível à medida que lemos a bíblia e o Espírito nos faz entender a verdade do evangelho. Há pessoas que dizem amar a Bíblia, mas na verdade a odeiam e desprezam. Por acaso não temos algumas dessas pessoas em nossos dias? Pessoas que não têm estimado o valor da vontade revelada de Deus, terminando por achá-la ultrapassada que bem melhor ler “A cabana” e suas várias resenhas (“Encontre Deus na cabana” e seus derivados).
Estimar o valor das Escrituras é tê-la como tesouro da vida, de forma que ela tenha lugar acima das premissas lógicas que o meu intelecto possa imaginar, acima das filosofias auto-existenciais, acima de qualquer pensamento ou idéia sobre o que Deus é.
Pior do que o escárnio dos descrentes em relação à Palavra é o desprezo dos que se dizem cristãos e na verdade desprezam a Bíblia quando a aceitam/vivem parcialmente, o que indica a falta de conhecimento total. Deus nos abençoe a estimá-la como se deve !

Soli Deo Gloria


Felipe Medeiros
@felipe_ipb
http://www.facebook.com/felipealexandremedeiros

segunda-feira, 21 de maio de 2012

UMP Indica: Casa Amarela (Crombie)



Em 2009, a simplicidade e a poesia da Banda Crombie, foram reveladas no ótimo CD “Por Enquanto”.  Melodias envolventes e cativantes, conduzidas ao som de violões, percussões e instrumentos não tão convencionais como violas caipiras. Boa música exalando bons sentimentos e um acentuado clima bucólico.

Neste segundo trabalho, “Casa Amarela”, lançado em 2011, às características relatadas acima se tornaram ainda mais maduras e vibrantes. Cada canção nos remete a sentimentos, como um foto ou um retrato que ostentamos na parede de nossas casas. As melodias nos transportam para o mundo dos sabores, sons, aromas e doces lembranças. A natureza, onde a glória de Deus revela-se, recebe mais uma vez grande destaque, com canções que falam sobre o vento, o tempo, a chuva.

Este CD é recomendadíssimo para quem aprecia boa arte, uma MPB de excelente qualidade, mas bastante jovial. Boa música que exala graça. Melodias que conduzem nossas memorias a lugares calmos e afetivos.

A banda é formada por amigos que se conheceram na Igreja Presbiteriana em Niteroi, sendo todos cristãos protestantes, no entanto, a banda não é evangélica. As músicas são arte, sem ter necessária conotação religiosa imediata, ou explícita. No entanto, na poesia que exala do cotidiano, podemos observar a cosmovisão cristã vindo a tona, sempre permeada de graça, esperança e contemplação das obras do criador. Enfim, esta banda foge do convencional, e se enverada nos caminhos teóricos de Rookmaaker, materializando o postulado: A arte não precisa de justificativa. Deus nos deu por que ama o que é belo, e a boa arte o glorifica, ainda que não seja sacra.

Se você aprecia a beleza das coisas comuns, e as percebe como extraordinárias e únicas, ouça esse CD e navegue nas boas lembranças da “Casa Amarela”.

Ouça algumas canções deste álbum.

Convívio

Moonshine

Tão Natural

Rodrigo Ribeiro
@rodrigolgd

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Não é melhor pregar o evangelho do que falar sobre Calvinismo? Com a Palavra Charles Spurgeon


"Minha opinião pessoal é que não há pregação de Cristo e este crucificado, a menos que se pregue aquilo que atualmente se chama calvinismo. É cognome chamar isso de calvinismo; pois o calvinismo é o evangelho e nada mais. Não creio que possamos pregar o evangelho... a menos que preguemos a soberania de Deus em sua dispensação da graça; e também a menos que exaltemos o amor eletivo, imutável, eterno, inalterável e conquistador de Jeová; como também não penso que podemos pregar o evangelho, a menos que o alicercemos sobre a redenção especial e particular do seu povo eleito e escolhido, que Cristo realizou na cruz; e também não posso compreender um evangelho que permite que os santos apostatem depois de haverem sido chamados.”

SUPERGEON, Charles H.. In: Spurgeon´s Autobiography, vol I. (London: Passmore and Alabaster, 1897), p.172.

Guilherme Barros
@guih_barros